Você sente dor há meses e tem a impressão de que ela nunca vai passar?
Já tomou medicamentos, fez fisioterapia, realizou exames ou consultou diferentes profissionais, mas continua convivendo com dor na coluna, joelho, ombro, quadril ou outra articulação?
Quando a dor não melhora, é comum tentar controlar apenas o sintoma. O paciente toma um medicamento, descansa por alguns dias e retoma a rotina. Porém, quando a causa ou os fatores que mantêm a dor não são identificados, o problema pode voltar.
A dor crônica merece uma avaliação individualizada. Ela pode estar relacionada a alterações nos músculos, articulações, tendões, nervos ou ao próprio processamento da dor pelo sistema nervoso.
Além disso, pode interferir no sono, trabalho, atividade física, humor, relacionamentos e qualidade de vida.

A boa notícia é que sentir dor por meses não significa necessariamente que você precisará conviver com ela para sempre.
Atualmente, existem diferentes estratégias para controlar a dor, recuperar a função e reduzir as limitações provocadas pelo problema.
O que é dor crônica?
Dor crônica é aquela que persiste ou recorre por mais de três meses.
A dor aguda possui uma importante função de proteção.
Quando uma pessoa torce o tornozelo, por exemplo, a dor sinaliza que existe uma região lesionada que precisa ser protegida durante a recuperação.
Com a cicatrização, a tendência é que a dor diminua.
Na dor crônica, entretanto, o quadro pode persistir mesmo depois do período esperado de recuperação.
Isso não significa que exista necessariamente uma lesão grave.
A dor persistente pode envolver alterações nos tecidos, nervos e no processamento dos estímulos pelo sistema nervoso.
Por isso, a avaliação não deve se limitar à pergunta “onde dói?”.
É necessário entender por que dói, há quanto tempo dói, o que piora ou melhora os sintomas e quanto a dor interfere na vida do paciente.
Qual a diferença entre dor aguda e dor crônica?

A dor aguda geralmente está relacionada a uma lesão, inflamação ou doença recente e possui uma função protetora.
Já a dor persistente pode se tornar um problema clínico próprio, principalmente quando interfere na capacidade funcional e na qualidade de vida.
| Característica | Dor aguda | Dor crônica |
| Duração | Geralmente dias ou semanas | Mais de 3 meses ou recorrente |
| Função | Proteção do organismo | Pode tornar-se o principal problema clínico |
| Relação com lesão | Frequentemente direta | Pode ser menos evidente |
| Impacto | Geralmente temporário | Pode afetar sono, trabalho e atividades |
| Tratamento | Frequentemente direcionado à causa | Pode exigir abordagem multidisciplinar |
Por que minha dor não melhora?
Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório.
Existem diversas possibilidades.
A dor pode continuar porque a causa inicial ainda está presente, porque existe uma condição que não foi diagnosticada ou porque fatores que favorecem a manutenção da dor continuam acontecendo.

Entre os exemplos estão:
- Falta de fortalecimento muscular;
- Sedentarismo;
- Sobrecarga repetitiva;
- Reabilitação incompleta;
- Artrose;
- Alterações na coluna;
- Lesões de tendões;
- Compressão de nervos;
- Neuropatias;
- Distúrbios do sono;
- Sensibilização do sistema nervoso;
- Outras doenças associadas.
Em algumas situações, o paciente também passa a evitar movimentos por medo de sentir dor.
Esse comportamento pode reduzir a atividade física, provocar perda de força e aumentar a limitação funcional.
Por isso, tratar a dor não significa apenas eliminar o sintoma.
O objetivo é identificar os fatores envolvidos e recuperar progressivamente a capacidade de realizar as atividades do dia a dia.
Quais são os principais tipos de dor?
A classificação da dor ajuda a compreender seu mecanismo e orientar a investigação.

Dor nociceptiva
É relacionada à ativação dos receptores da dor em tecidos que sofreram lesão ou inflamação.
Pode ocorrer em situações como:
- Artrose;
- Tendinites;
- Bursites;
- Lesões musculares;
- Entorses;
- Fraturas;
- Algumas doenças articulares.
É comum que exista relação entre os sintomas e o uso ou sobrecarga da estrutura afetada.
Dor neuropática
A dor neuropática está relacionada a uma lesão ou doença que afeta o sistema nervoso somatossensorial.
Pode apresentar características diferentes de uma dor muscular ou articular.
O paciente pode relatar:
- Queimação;
- Choques;
- Formigamento;
- Dormência;
- Sensação de corrente elétrica;
- Hipersensibilidade ao toque.
Entre as possíveis causas estão compressões de raízes nervosas, neuropatia diabética, síndrome do túnel do carpo e neuralgia pós-herpética.
O tratamento pode exigir medicamentos específicos e abordagem direcionada à causa.
Dor nociplástica
Na dor nociplástica, existe uma alteração no processamento da dor, sem que uma lesão tecidual ou uma lesão nervosa explique adequadamente todos os sintomas.
Um exemplo conhecido é a fibromialgia.
Alguns pacientes apresentam também características de dor nociplástica associadas a outras condições musculoesqueléticas.
Nesse contexto, o tratamento pode envolver atividade física progressiva, educação sobre dor, sono adequado e estratégias específicas para cada paciente.
Quais doenças podem causar dor crônica?
A dor persistente não é uma doença única.
Ela pode estar relacionada a diferentes condições.
Entre as causas possíveis estão:
- Artrose;
- Dor lombar persistente;
- Dor cervical;
- Hérnia de disco;
- Tendinopatias;
- Lesões musculares;
- Síndromes dolorosas;
- Neuropatias;
- Fibromialgia;
- Sequelas de traumas;
- Dor após cirurgias;
- Algumas doenças inflamatórias;
- Algumas doenças neurológicas.
Por isso, dizer apenas que uma pessoa tem “dor crônica” não é suficiente.
É importante investigar qual condição está provocando ou mantendo a dor.
Dor na coluna que não melhora: o que pode ser?
A dor na coluna é uma das queixas mais frequentes entre pessoas que procuram atendimento por dor persistente.
Ela pode estar relacionada a diferentes estruturas.
Entre elas:
- Músculos;
- Articulações;
- Discos intervertebrais;
- Ligamentos;
- Raízes nervosas;
- Outras estruturas da coluna.
Uma hérnia de disco, por exemplo, pode existir sem causar sintomas.
Quando existe compressão ou irritação de uma estrutura nervosa, entretanto, podem surgir dor irradiada, formigamento, dormência ou perda de força.
Por isso, a interpretação da ressonância magnética deve ser feita em conjunto com a história clínica e o exame físico.
Por que sinto dor mesmo com exames normais?
Essa é uma dúvida importante.
Exame de imagem normal não significa que a dor não exista.
A dor é uma experiência produzida pelo sistema nervoso a partir da integração de diferentes informações.
Além de alterações estruturais, podem influenciá-la fatores como:
- Inflamação;
- Lesões;
- Alterações nervosas;
- Sono inadequado;
- Fadiga;
- Estresse;
- Ansiedade;
- Depressão;
- Sensibilização do sistema nervoso.
Isso não significa que a dor seja “psicológica”.
Significa que o sistema nervoso, o corpo e os fatores emocionais participam conjuntamente da experiência dolorosa.
Da mesma forma, encontrar uma alteração em uma ressonância não significa automaticamente que ela seja a origem dos sintomas.
Como o médico investiga a dor que não melhora?
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada.
Durante a consulta, o médico pode investigar:
- Quando a dor começou;
- Se houve trauma;
- Onde a dor está localizada;
- Se existe irradiação;
- Qual é a intensidade;
- O que piora os sintomas;
- O que alivia;
- Se existe formigamento ou dormência;
- Se existe perda de força;
- Quais tratamentos já foram realizados;
- Quais medicamentos são utilizados;
- Como está o sono;
- Quais atividades foram limitadas;
- Quais doenças estão associadas.
Depois, o exame físico pode avaliar força, mobilidade, sensibilidade, marcha, equilíbrio e testes específicos.
A partir dessas informações, o médico decide se são necessários exames complementares.
Quais exames podem ser solicitados?
Dependendo da suspeita clínica, podem ser utilizados:
- Radiografia;
- Ultrassonografia;
- Tomografia computadorizada;
- Ressonância magnética;
- Eletroneuromiografia;
- Exames laboratoriais.
Não existe um exame único capaz de identificar todas as causas de dor crônica.
O exame deve ser escolhido de acordo com a hipótese diagnóstica.
Quem procurar para tratar a dor crônica?
Dr. Dyego Rosendo

O Dr. Dyego Rosendo é médico ortopedista e traumatologista, com atuação voltada ao diagnóstico e tratamento da dor musculoesquelética.
Seu trabalho é direcionado principalmente a pacientes com dores persistentes na coluna, joelhos, ombros, quadril, tendões e articulações.
Além da formação em Ortopedia e Traumatologia, possui treinamento específico em Reconstrução e Alongamento Ósseo, área dedicada ao tratamento de deformidades dos membros, pseudoartroses e osteomielite.
Sua abordagem busca identificar a causa da dor e estabelecer um tratamento individualizado, que pode envolver reabilitação, fortalecimento muscular, mudanças de hábitos e procedimentos minimamente invasivos quando houver indicação.
Quando uma dor que não melhora precisa de atenção?
Nem toda dor persistente representa uma emergência.
Porém, alguns sintomas exigem avaliação médica mais rápida.
Procure atendimento especialmente quando a dor estiver associada a:
- Perda de força progressiva;
- Alterações importantes de sensibilidade;
- Perda de controle urinário ou intestinal;
- Dormência na região íntima;
- Febre persistente;
- Trauma importante;
- Perda de peso inexplicada;
- Dor intensa e progressiva sem explicação;
- Histórico de câncer associado a novos sintomas;
- Outros sinais sistêmicos importantes.
Esses sinais não significam necessariamente que exista uma doença grave.
Eles indicam que é importante realizar uma avaliação médica adequada.
Como funciona o tratamento da dor crônica?
O tratamento depende da causa, mecanismo da dor, intensidade dos sintomas e limitações provocadas pelo quadro.
Não existe uma única estratégia que funcione para todos os pacientes.
Em muitos casos, o tratamento combina diferentes medidas.
Educação sobre a dor
Entender o problema faz parte do tratamento.
O paciente precisa saber o que está causando a dor, quais movimentos podem ser realizados e quais fatores podem contribuir para sua manutenção.
Essa compreensão ajuda a reduzir medo do movimento e melhora a participação no processo de recuperação.
Fisioterapia e reabilitação
A fisioterapia pode ser importante para recuperar:
- Mobilidade;
- Força;
- Coordenação;
- Equilíbrio;
- Capacidade funcional.
O tratamento deve ser adaptado à condição de cada paciente.
Em muitos quadros de dor musculoesquelética, o exercício progressivo é uma parte importante da recuperação.
Fortalecimento muscular
O fortalecimento ajuda a recuperar a capacidade de realizar movimentos e atividades.
Dependendo da condição, podem ser utilizados exercícios:
- Aeróbicos;
- Resistidos;
- Aquáticos;
- Funcionais;
- De mobilidade;
- De fortalecimento específico.
O objetivo não é simplesmente “malhar apesar da dor”.
É construir uma progressão segura e adequada ao diagnóstico.
Controle de peso quando indicado
Em algumas condições, especialmente em problemas que envolvem articulações que suportam carga, o controle do peso pode contribuir para reduzir sobrecarga mecânica e melhorar a função.
A indicação deve ser individualizada.
Sono e recuperação
Dormir mal pode aumentar a sensibilidade à dor.
Ao mesmo tempo, a própria dor pode prejudicar o sono.
Forma-se um ciclo em que:
- A dor prejudica o sono;
- O sono ruim aumenta fadiga e sensibilidade;
- A pessoa fica menos ativa;
- A capacidade funcional diminui;
- A dor pode se tornar mais difícil de controlar.
Por isso, investigar e tratar alterações do sono pode fazer parte do cuidado.
Quais medicamentos podem ser utilizados?
Os medicamentos dependem do tipo e da causa da dor.
Em determinadas situações, podem ser considerados:
- Analgésicos;
- Anti-inflamatórios;
- Medicamentos para dor neuropática;
- Antidepressivos com ação analgésica;
- Medicamentos tópicos;
- Outros fármacos específicos para determinadas doenças.
A escolha depende das características do paciente, das doenças associadas, dos outros medicamentos utilizados e dos possíveis efeitos adversos.
Não é recomendado aumentar doses ou manter medicamentos por conta própria.
Anti-inflamatórios, por exemplo, podem apresentar riscos gastrointestinais, renais e cardiovasculares em determinadas pessoas.
Para dor crônica, diretrizes atuais destacam a importância de priorizar abordagens não farmacológicas e medicamentos não opioides quando apropriado, considerando benefícios e riscos individualmente.
Opioides são indicados para dor crônica?
Os opioides possuem indicações médicas específicas, mas não são a primeira escolha para a maioria das condições de dor crônica.
Quando considerados, é necessário avaliar cuidadosamente:
- Diagnóstico;
- Objetivos do tratamento;
- Benefícios esperados;
- Riscos;
- Uso de outros medicamentos;
- Possibilidade de dependência;
- Plano para continuidade ou suspensão.
A decisão deve ser individualizada e acompanhada por profissional habilitado.
Procedimentos minimamente invasivos podem ajudar?
Em determinados diagnósticos, procedimentos intervencionistas podem fazer parte do tratamento.
Dependendo da condição, podem ser considerados:
- Infiltrações;
- Bloqueios;
- Procedimentos guiados por ultrassonografia;
- Tratamentos específicos para determinados nervos;
- Procedimentos articulares;
- Outras técnicas intervencionistas.
A indicação depende da causa da dor e dos objetivos terapêuticos.
Um procedimento não deve ser apresentado como solução universal para qualquer dor persistente.
Quando a cirurgia é necessária?
A presença de dor crônica não significa automaticamente que uma cirurgia seja necessária.
A indicação cirúrgica depende do diagnóstico e de fatores como:
- Alterações estruturais relevantes;
- Compressão neurológica;
- Déficit de força;
- Instabilidade;
- Fraturas;
- Falha de tratamentos conservadores em situações específicas;
- Outras indicações clínicas.
Em muitos pacientes, o tratamento é realizado sem cirurgia.
Quando existe indicação cirúrgica, ela deve ser discutida considerando os benefícios, riscos, alternativas e expectativas realistas.
O que pode acontecer quando a dor crônica não é tratada?
A dor persistente pode ultrapassar o problema físico inicial.
Com o passar do tempo, algumas pessoas:
- Reduzem atividades físicas;
- Perdem força;
- Dormem pior;
- Deixam de praticar esportes;
- Evitam viagens;
- Reduzem atividades sociais;
- Apresentam queda de produtividade;
- Passam a ter medo de determinados movimentos.
Por isso, a função é um dos principais objetivos do tratamento.
Não basta perguntar apenas “quanto dói?”.
É importante também perguntar:
“O que você deixou de fazer por causa dessa dor?”
É possível viver sem dor crônica?
O prognóstico depende da causa.
Algumas condições podem ser tratadas e resolvidas.
Outras exigem controle contínuo.
Mesmo quando não é possível eliminar completamente a dor, o tratamento pode buscar reduzir sua intensidade, recuperar a função e melhorar a qualidade de vida.
O resultado depende de diversos fatores, incluindo diagnóstico, tempo de evolução, doenças associadas e adesão ao tratamento.
Como prevenir a dor persistente?
Nem todos os casos podem ser evitados.
Porém, alguns hábitos podem ajudar a reduzir fatores de risco:
- Praticar atividade física regularmente;
- Fortalecer a musculatura;
- Evitar longos períodos de sedentarismo;
- Manter peso adequado quando indicado;
- Tratar lesões corretamente;
- Respeitar períodos de recuperação;
- Cuidar do sono;
- Controlar doenças crônicas;
- Procurar avaliação quando a dor persiste ou piora.
Perguntas frequentes sobre dor crônica
Dor crônica tem cura?
Depende da causa.
Algumas condições podem ser resolvidas. Outras precisam ser controladas por períodos prolongados.
Mesmo nesses casos, é possível trabalhar para reduzir a dor e recuperar a função.
Quando uma dor passa a ser considerada crônica?
De forma geral, considera-se dor crônica aquela que persiste ou recorre por mais de três meses.
Dor crônica é a mesma coisa que fibromialgia?
Não.
A fibromialgia é uma das condições que pode causar dor crônica, mas existem muitas outras causas.
Se minha ressonância está normal, por que sinto dor?
Porque nem todas as causas de dor aparecem nos exames de imagem.
A avaliação deve considerar história clínica, exame físico e, quando necessário, exames complementares.
Posso fazer exercícios mesmo sentindo dor?
Em muitas situações, sim.
O exercício pode fazer parte do tratamento, mas deve ser adaptado à condição clínica e realizado de maneira progressiva.
Tomar anti-inflamatório todos os dias resolve?
Não necessariamente.
O medicamento pode reduzir sintomas, mas não trata todas as causas de dor persistente.
Além disso, o uso prolongado pode apresentar riscos e deve ser orientado por profissional de saúde.
Toda dor crônica precisa de cirurgia?
Não.
Muitos pacientes podem ser tratados com reabilitação, exercícios, medicamentos quando indicados e outras estratégias não cirúrgicas.
Quando devo procurar um especialista?
Procure avaliação quando a dor:
- Persiste por semanas ou meses;
- Está piorando;
- Limita atividades;
- Interfere no sono;
- Impede atividade física;
- Volta repetidamente;
- Está acompanhada de formigamento ou perda de força;
- Não melhora apesar dos tratamentos realizados.
Conclusão
Conviver com dor crônica não significa que você precise simplesmente se acostumar com as limitações provocadas pelos sintomas.
Quando uma dor não melhora, é importante investigar o motivo.
A causa pode estar relacionada a uma alteração musculoesquelética, nervosa, inflamatória ou a diferentes mecanismos de processamento da dor.
Por isso, o tratamento precisa ser individualizado.
Em muitos casos, a recuperação envolve uma combinação de educação, exercício, fisioterapia, fortalecimento, controle de fatores associados e medicamentos quando indicados.
Procedimentos ou cirurgia podem ser considerados em situações específicas.
O objetivo não deve ser apenas diminuir o número na escala de dor.
É também recuperar movimento, função, autonomia e qualidade de vida.
Se você convive com uma dor persistente que está limitando sua rotina, uma avaliação especializada pode ajudar a entender a causa do problema e definir quais estratégias de tratamento fazem sentido para o seu caso.
Saiba Mais
International Association for the Study of Pain (IASP): https://www.iasp-pain.org
Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED): https://www.sbed.org.br
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT): https://sbot.org.br
National Institute for Health and Care Excellence (NICE): https://www.nice.org.uk
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Musculoskeletal Health: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/musculoskeletal-conditions
